segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Autismo

Autismo
O autismo pode definir-se como uma “desordem”:
·         Desordem no desenvolvimento neurológico.
·         Desordem ao nível do desenvolvimento psíquico.

As características do autismo, no geral, aparecem durante os primeiros três anos de vida (normalmente, não é diagnosticado antes dos dois ou três anos) e mantém-se ao longo dela.
Ainda que não exista uma “cura” receber a atenção adequada favorece um desenvolvimento relativamente normal e reduzir os comportamentos considerados inapropriados. As pessoas com autismo têm a mesma esperança de vida que qualquer outra. A estatística refere que o autismo surge em 4,5 crianças em cada 10000 nascidos vivos. È três vezes mais provável que o autismo afecte os homens do que as mulheres.

Autismo e inteligência
O fenotipo autista é independente do da inteligência, pelo que podemos encontrar autistas com qualquer nível de inteligência.
                                                                                    (Stephen M. Edelson, Ph. D., Centro para o Estudo do Autismo)

A escola e a linguagem



Ida da criança para a escola
Quando a criança começa a conviver com outras, aumenta o seu espaço de acção. “…a ida da criança pequena para escola pode trazer benefícios, pois as situações escolares podem ser ricas em experiências sociais e de aprendizagem. A possibilidade de vivenciar situações diversificadas e sistemáticas de comunicação tende a acelerar a aquisição de linguagem”.
                                                                                                                                       (Zorzi, 1993)
O Educador de Infância tem, neste momento, um papel muito importante! A criança vai confrontar-se com uma situação diferente da vivenciada até ao momento de entrar para a escola, desenvolver a sua socialização secundária e ter contacto com determinados tipos de materiais, desenvolver os potenciais cognitivos, promover as suas competências psicomotoras e desenvolver comportamentos e atitudes de forma que possa, sem grandes receios, enfrentar um novo mundo que terá que enfrentar quando entrar quando entrar na escolaridade básica.
A aquisição de linguagem, tal como o desenvolvimento geral da criança corresponde a um processo individual, verificando-se sempre variações de criança para criança. Assim, um ligeiro atraso na aquisição da linguagem não deverá ser classificado, desde logo, como um atraso mental ou uma perturbação psicológica.
A linguagem pressupõe o desejo de comunicar e desenrola-se num contexto social interactivo observável que revela o relacionamento estabelecido com os outros. O meio afectivo e a estimulação de criança, bem como o seu próprio temperamento, constituem factores essenciais ao desenvolvimento individual da linguagem, linguagens (Psicóloga Nadja Troeger,nadjatroeger@yahoo.com).
Ao educador compete proceder ao despiste de anomalias ou perturbações na aquisição da linguagem da criança. Para que possamos actuar e encaminhar a criança de forma adequada, há que ter em atenção qual a origem do problema detectado. Quando se verifica alguma anomalia ao nível dos órgãos que intervêm na linguagem, é sempre certo que esta será afectada:
·         Afasia - resultado de lesões cerebrais por traumatismo, tumores ou acidentes vasculares.
·         Disartria – problemas de pronuncia com origem nas dificuldades da fala, causada por disfunções no aparelho fonador, ou perturbações com origem em causas externas ao aparelho fonador ou por problemas auditivos.
·         Disfonia ou Disfemia  (gaguez).
·         Dislalia – causada por uma inadequada imitação da linguagem das pessoas que rodeiam a criança.

O ritmo de desenvolvimento da fala varia muito de criança para criança, nas crianças de audição normal, é esperado que o sistema fonémico-fonológico esteja completo e bem estabelecido por volta dos 4 anos

domingo, 9 de outubro de 2011

Brincar

Brincar
“A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras, que deverão estar orientados para os objectivos da educação.” (Declaração Universal dos Direitos do Homem).
“… O homem não deixa de brincar porque se torna mais velho, torna-se velho porque deixa de brincar…” (Bernard Shaw).

Os jogos devem...

O jogo deve possibilitar à criança:
·         Estimular as funções psicológicas para um saudável desenvolvimento intelectual, físico e sócio - afectivo da criança.
·         Gerir conflitos.
·         Canalizar as tensões num sentido positivo.
·         Desenvolver a imaginação.
·         Representar a realidade e conhecê-la.
·         Reconhecer e aceitar o outro/diferente.
·         Conhecer as suas capacidades e os seus limites.

Os jogos devem preencher os seguintes requisitos:
·         Segurança – não tóxicos, com bordos arredondados, sem fios , que não apresentem perigo aparente.
·         Adequados – seleccionados de acordo com o nível de desenvolvimento da criança.
·         Solidez – que não se estraguem facilmente e que sejam de manipulação acessível.
·         Atraentes e estimulantes – que proporcionem prazer e que possibilitem diversidades de jogos.
·         Sugestivos – que potenciem a actividade infantil
·         Variados – em numero suficiente de forma a possibilitarem múltiplos usos.


O Jogo

“O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações da própria criança”
(Vygotsky, 1999).


Todos aprendemos a jogar. O brincar implica uma actividade lúdica que permite à criança conhecer-se a si e ao outro, bem como todo um mundo envolvente. Neste vai - e – vem entre o imaginário e o espaço real, torna-se possível descobrir e compreender a realidade externa, conferindo sentido às mais diversas experiências e desenvolvendo, assim a capacidade continua de criar, de pensar, de elaborar as emoções e de comunicar com os outros.